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"Parecer" ou "Ser" amoroso? PDF Imprimir E-mail

"PARECER" OU "SER" AMOROSO?

 

 

Joana de Ângelis, na introdução de sua obra Garimpo de Amor, psicografada por Divaldo Pereira Franco, afirma:

"O amor é um garimpo de diamantes estelares que deve ser explorado.

Possui gemas de diferentes qualidades e valores muito diversos.

De acordo com a coragem e a decisão de quem busca encontrar as suas riquezas insuperáveis, sempre oferece novos matizes e configurações especiais" (grifos nossos).

Portanto, o amor é uma conquista individual que resulta de um exercício individual e persistente do ser, enriquecendo a vida.

Neste exercício, valores como a interatividade, a cooperação, a criatividade, a benevolência, a fraternidade, a solidariedade, a caridade, bem como as adversidades , os conflitos íntimos, os limites, as dores morais e físicas, o egoísmo, a raiva, o orgulho, funcionam como o esmeril a lapidar o ser humano naquilo que ele tem de mais precioso: a essência divina.

Não existe uma fórmula mágica para o indivíduo tornar-se um ser amoroso. Porém, necessariamente ele precisa marchar em direção ao autoconhecimento e

autoaceitação de como está, para que a transformação possa ocorrer. Este percurso é de cada um, é único, o que não significa dizer isolado da sociedade. Mas, é uma trajetória que há de ser seguida.

É pelo autoconhecimento que o indivíduo irá permitir-se acessar e manifestar Deus em si.

É pelo autoconhecimento que adquire consciência da vida e passa a expressar aquilo que é e não a aparentar aquilo que ainda não é (mas pensa que é, o que é pior).

A aparência do que se pensa ser constitui o maior auto-engano da vida.

Kardec dizia que é preferível recusar noventa e nove verdades que admitir uma mentira. Esta afirmativa é válida também para o mundo íntimo: conhecer nossa realidade interna, nossas dificuldades, limites e fugas psicológicas para superá-los, bem como nossos talentos, habilidades, capacidades para potencializá-los.

Estejamos atentos à verdade. "Conhecereis a verdade e ela vos libertará", disse Jesus. Libertará inclusive dos enganos a si mesmo, nossa maior escravidão.

Parecer aquilo que ainda não somos é cultivar auto-ilusão, é nos distanciar da essência divina.

Ser amoroso e não parecer, eis a questão a ser refletida! Tornar-se, vir-a-ser amoroso, eis a meta do homem de bem!

Porque em sua plenitude, ser amoroso é o viço, a exuberância e a força de "ser" verdadeiramente humano.

Joana de Ângelis tem razão. Vale a pena ser um garimpador do amor.

Meditemos sobre isso! Meditemos nas palavras iniciais do texto de Joana.

 

Albertina de Cássia Silveira

Depto Doutrinário do Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade de Jesus (CEFECJ)

 


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