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Filhos da alma:
Abençoe-nos, Jesus, o Amigo Incomparável de nossas vidas.
Depois da vitória, na ponte Mílvia sobre o Tibre, nos
arredores de Roma, Constantino inspirado, asseverou, pelo psiquismo de Jesus, o
Cristianisno nascente iniciava uma página diferente. Porquanto, no dia 13 de
junho daquele ano de 313 em Milão, o imperador abriu as portas do império
romano para a tolerância à mensagem de Jesus.
A grande vitória dos mártires alcançava o patamar da liberdade,
no entanto, pode-se assinalar que, naquele momento, iniciavam-se também as
grandes dificuldades para a vivência do Evangelho pulcro do Incomparável Amigo
dos sofredores.
Lentamente, a doutrina dos perseguidos converteu-se na
política ingrata dos perseguidores.
Os velhos santuários dedicados aos deuses aformosearam-se
para converter-se em catedrais, em homenagem Àquele que não tinha uma pedra
para reclinar a cabeça, embora as aves dos céus tivessem seus ninhos e as feras
os seus covis.
A seguir, a doutrina de amor uniu-se ao temporário poder da
arbitrária política terrestre, sentando-se no trono dos governantes insensatos
e perversos...
Logo surgiram as dissensões, asfixiadas a ferro e fogo,
consideradas heresias que deveriam ser caladas a qualquer preço, culminando na
heresia condenada por Justiniano, no segundo Concílio Ecumênico de
Constantinopla, em 553, tornando as doutrinas de Orígenes como sendo de
natureza herética, assim, amordaçando na sua loucura a mensagem dos
renascimentos, que demonstra a divina justiça.
Posteriormente, vieram as lamentáveis Cruzadas, coroadas
pela hediondez do Santo Ofício, da Inquisição e da terrível treva que dominou o
pensamento terrestre...
Com Martinho Lutero renasceu a esperança do Evangelho
desvelado, sem a imposição teológica dos seus intérpretes apaixonados e
fanáticos. Era o primeiro grande passo para que chegasse o Espiritismo e o
silêncio aparente das sepulturas arrebentasse-se, propiciando aos imortais
cantar o hino glorioso da perpetuidade da vida, exaltando o amor, a caridade e
tentando restaurar a beleza inconfundível das palavras de Jesus.
Não faltaram perseguições e apodos, cárceres e as fogueiras
da maldade, para que hoje os espíritas de grande parte do mundo possam cantar a
liberdade que têm conquistado, passo a passo, com lágrimas, com dores acerbas
ante as incompreensões indescritíveis, testemunhando a excelência da fé...
Por certo, filhos amados, muitos de vós pertencestes àquela
grei que, ao lado de Constantino, abriu a porta da tolerância a Jesus no
império romano.
Conseguis, agora, repetir a grande façanha de o Evangelho,
na sua visão libertadora, graças ao Espiritismo, sendo tolerado em diferentes
partes do orbe. No entanto, se isto significa vitória, como sem dúvida o é,
também representa um grande perigo que pode transformar-se em dominação de
consciências, em atitudes arbitrárias, em governança enganadora.
Tende tento! Mantende-vos unidos, unificados ao ideal da
verdade. Conservai-vos coesos e fiéis à Codificação, que é o piloti básico sobre
o qual erguereis o templo da fraternidade universal.
Mantende a tolerância sem conservardes a conivência.
Trabalhai pela divulgação da verdade, sem conúbios com os
interesses das vitórias do mundo.
Sede solidários a tudo e com todos, sem aceitardes as
imposições do erro, do crime, do disfarce, negando a presença de Jesus em vossa
conduta.
Estamos construindo para o futuro.
Aqueles que vos precedemos, tornando-nos
espíritos-espíritas, caminhamos convosco neste difícil ministério.
Não ignoramos as dificuldades que vos assinalam a marcha,
percebemos as interferências infelizes do passado pessoal e dos inimigos do
Bem. Não vos esqueçais, porém, da vigilância, nem da oração.
Cristo vela e comanda a barca terrestre, na condição de
Nauta sublime, e conta convosco, como colaboradores, para que a mensagem de
amor e paz, de sabedoria e de libertação, não seja confundida com os ouropéis
mentirosos do mundo, nem com as vanglórias que se diluem ao Sol da verdade com
a alegria do amanhecer...
As vitórias logradas constituem responsabilidades a mais.
Cada passo dado amplia as fronteiras do serviço,
exigindo-vos mais dedicação e sacrifício.
Uni-vos, amai-vos, ajudai-vos!
Estes dias de luz assinalam a Era da perene claridade para
todo o mundo.
Ide, pois, amigos da alma, filhos do coração, levando Jesus
ao mundo e sendo felizes mesmo, quando incompreendidos, malsinados ou sofridos,
porque o reino ainda não é deste mundo e para conquistá-lo é necessário que
vençais o mundo e as suas paixões.
Esta é a nossa mensagem em nome dos Mentores
das diferentes pátrias aqui reunidas, utilizando-se do humílimo servidor
paternal e amigo de sempre,
Bezerra.
(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira
Franco durante a 12ª. Reunião do Conselho Espírita Internacional, em Cartagena
de Índias, Colômbia, no dia 14 de outubro de 2007, após o encerramento do 5º
Congresso Espírita Mundial.)
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