Todo aquele que
sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é,
por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não
constitui,
portanto, um
privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não
possuam
alguns
rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos,
médiuns. Todavia,
usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica
se
mostra
bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa
intensidade, o que
então
depende de uma organização mais ou menos sensitiva. É de notar-se, além
disso,
que
essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente,os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou
daquela ordem,
donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de
manifestações.
As principais são: a dos médiuns de efeitos
físicos; a dos médiuns sensitivos,
ou
impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a
dos
curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos.
CAPÍTULO XIV DOS MÉDIUNS
(De O Livro dos Médiuns - Allan Kardec)
Se deseja mais informações a respeito da mediunidade envie seu email para: